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Passa muito tempo sentado no trabalho? Este artigo é para si

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O nome ergonomia não soa bem nem mal. Mas devia despertar interesse. Porque nos pode aliviar muitas dores de cabeça e de costas. Principalmente a quem passa dias sentado em frente a um computador.

Texto de Filomena Abreu

Andreia Alves reconhece que, quando dá por ela, já está “toda torta” na cadeira lá do trabalho. Por conta disso, às vezes nem é preciso chegar ao final do dia para sentir dores “bastante incómodas nos trapézios e na zona lombar”. Não é de estranhar. Passa horas na mesma posição, em frente ao computador.

E com o avançar das horas, por falta de método, a coluna parece encaracolar, moldando-se ao desconforto da cadeira. “Claro que haverá mobiliário melhor, mas este é o possível na minha empresa”, admite, acrescentando ter noção de que, antes de mais, também há culpa própria.

Por exemplo, “se fizesse mais exercício poderia fortalecer os músculos e melhorar a postura”, evitando assim muitas vezes o desespero que a obriga a marcar massagens para aliviar as contraturas.

Quem passa oito ou mais horas diárias na mesma posição ou a fazer trabalhos repetitivos poderá rever-se no testemunho. A dor de costas e de cabeça, os ombros arredondados e o pescoço inclinado para a frente e até uma barriga mais proeminente, são comuns com o avançar da idade. Elementos que prejudicam os músculos, as articulações, os tendões, os ligamentos, os nervos e a circulação sanguínea. E que alteram a natural estrutura visual do corpo e afetam as capacidades de concentração e de humor.

Como explica Jorge Mineiro, coordenador do Centro de Ortopedia e Traumatologia do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, “com o avançar dos anos a nossa coluna torna-se menos flexível e, por isso, incapaz de compensar as más posturas”. O que faz com que as dores surjam e persistam. É nessa altura que os queixosos procuram ajuda.

“A postura de trabalho deve ser liderada pelo médico de Medicina do Trabalho e pelos gabinetes de consultadoria de ergonomia”, defende o clínico. Algo que, assegura, “já se faz em muitas empresas estrangeiras em Portugal”. E assim se chega à ergonomia, o conceito mágico que pode fazer a diferença nos nossos dias.

As condições gerais de trabalho, em que se inserem, além da postura, o mobiliário, os equipamentos, a iluminação, o nível de ruído e a temperatura, são os principais causadores dos problemas que afetam a saúde dos trabalhadores de uma empresa. E sabemos isso porque há uma ciência que o estuda. Uma ciência chamada Ergonomia.

De acordo com o site do Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, mede “a relação entre o Homem e o trabalho que executa, procurando desenvolver uma integração perfeita entre as condições de trabalho, as capacidades e limitações físicas e psicológicas do trabalhador e a eficiência do sistema produtivo”.

Sendo que os objetivos passam por – além de prevenir acidentes e patologias especificas decorrentes de cada tipo de atividade executada -, aumentar a eficiência organizacional, como a produtividade e o lucro. Algo que está proporcionalmente ligado à maior segurança, saúde e conforto dos trabalhadores.

Disciplinar o esqueleto

Além da iluminação natural e da diminuição de ruídos de baixa e alta frequência, as cadeiras devem possuir mecanismos passivos de regulação com um correto apoio das zonas lombar e dorsal. As mesas, além de espaçosas, também deveriam ser ajustáveis à altura das pessoas, permitindo mesmo, por exemplo, trabalhar de pé. O monitor dos computadores deveria estar posicionado a 60 centímetros do rosto do trabalhador e o rebordo superior do ecrã ao mesmo nível dos olhos ou ligeiramente abaixo.

Tudo isso promove uma boa postura que reduz o stresse, a tensão sobre os músculos e as lesões musculoesqueléticas. Mas nada disso fará milagres se, como diz Jorge Mineiro, não houver “disciplina do próprio” e “monitorização dos técnicos”. E claro, não se deve dispensar a prática de exercício físico, “de uma forma regular e saudável, sem exageros”.

Exercício que “fortaleça a musculatura paravertebral de toda a coluna do pescoço até à bacia, compensando assim as horas sentado e muitas vezes em posições incorretas”. O médico deixa ainda um último conselho: “Além do fortalecimento muscular é igualmente importante intercalar um programa de alongamentos”, diários, que podem ser feitos no local de trabalho e que pode ver na caixa ao lado.

Fonte: Magazine Notícias 

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