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Sob protestos, governo da França desiste de vez de aumentar imposto sobre combustíveis

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O presidente da FrançaEmmanuel Macron, desistiu de vez de aumentar o imposto sobre combustíveis. Após anunciar uma suspensão da medida por seis meses, o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse nesta terça-feira (5) que o aumento não entraria no projeto orçamentário de 2019, informa o jornal “Le Figaro”.

O presidente da FrançaEmmanuel Macron, desistiu de vez de aumentar o imposto sobre combustíveis. Após anunciar uma suspensão da medida por seis meses, o primeiro-ministro francês, Édouard Philippe, disse nesta terça-feira (5) que o aumento não entraria no projeto orçamentário de 2019, informa o jornal “Le Figaro”.

“O presidente entendeu que a suspensão era considerada pelas pessoas uma ‘meia-medida”, disse ao “Figaro” um conselheiro próximo a Macron.

Os protestos, no entanto, continuam programados para os próximos dias, inclusive com greves planejadas por sindicatos. Não há indicação de que as manifestações se encerrem até o momento.

Trump ironizou suspensão do aumento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou na terça-feira a suspensão temporária da decisão de aumentar o impostosobre os combustíveis anunciada pelo governo do presidente francês.

A medida foi avaliada por Trump como uma demonstração de que o Acordo de Paris sobre o clima está “equivocado”. Isso porque uma das justificativas de Macron para o aumento nos impostos é a necessidade de diminuir a emissão de poluentes dos combustíveis.

“Estou contente de que meu amigo Emmanuel Macron e os manifestantes de Paris tenham chegado a um acordo sobre algo que já sei há dois anos: o Acordo de Paris é fatalmente equivocado porque aumenta o preço da energia para os países com responsabilidade enquanto encobre os que mais contaminam”, declarou Trump no Twitter.

O movimento que tem como símbolo o “colete amarelo”, que é item obrigatório para os veículos franceses, começou em 17 de novembro. A mobilização se espalhou rapidamente pelas redes sociais, e os protestos atingiram grandes cidades francesas causando grandes danos nos últimos três finais de semana.

O movimento ultrapassou as fronteiras da França. Uma centena de “coletes amarelos” belgas também se manifestaram na última sexta-feira (30) em Bruxelas.

No sábado (1º), houve confronto dos manifestantes com a polícia na Avenida Champs-Elysées, em Paris, que deixou 130 feridos e mais de 400 detidos. Cerca de 136 mil saíram às ruas naquele dia.

Os “coletes amarelos” continuaram as ações na segunda (3) em diversos pontos do país com bloqueios de rodovias, estradas e acessos a complexos petrolíferos.

Para o presidente Emmanuel Macron, o aumento dos impostos era necessário para combater a mudança climática e proteger o meio ambiente. Mas o movimento evoluiu para uma revolta geral contra Macron, que muitos criticam por implementar políticas que favoreceriam apenas os membros mais ricos da sociedade francesa.

Fonte: G1 

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